Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Segredos de uma Caixinha de Veludo!


Numa tarde fria do mês de janeiro, em que o calendário hoje parece uma fotografia em sépia, o sol se fez presente, aquecendo o meu coração e dando um colorido tão intenso aos meus dias, que a passagem dos anos não conseguiu apagar.

Fui em busca do baú das minhas recordações e lá encontrei a minha Caixinha de Veludo. Abri, carinhosa e cuidadosamente e lá estava você; junto, coladinho às minhas saudades esquecidas.

Ah, se a minha caixinha de veludo pudesse falar! Ela diria tantas coisas...
Ela convidaria você a revisitar em seu sítio de memórias, uma certa praça, testemunha silenciosa de um amor puro que ficou lá no passado. Passado de doces lembranças, de cálidas ternuras, de cartas amareladas pelo tempo, falando de sentimentos e emoções, um desejo ingênuo de tornar “infinito em quanto dure” um amor que se fez eterno, cristalizado dentro de uma Caixinha de Veludo. Ela convidaria você a lembrar que eu fiquei parada em uma estação chamada saudade, onde todos os desencontros acontecem, documentando que alguém não foi feliz.

Mas como bem diz, aquela canção do Lulu: "nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará."
Só a minha caixinha de veludo, não passa! Ela eternizou lembranças, cristalizou sentimentos e se fechou em saudades esquecidas.

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