Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

FALANDO DE AMOR

Nada mais desejo que mergulhar fundo em seu olhar, deitar minha cabeça no seu ombro e deslizar suavemente a minha mão sobre o seu peito, buscando sentir o palpitar do seu coração no mesmo compasso cadenciado do meu.

Amo você! Não quero mais esconder esse amor, não quero mais fingir que não estou sentindo a sua falta. Morro por dentro cada vez que esse telefone toca e não é a sua voz que eu escuto...


Quisera ter, neste momento, o seu rosto em minhas mãos, poder acariciá-lo ternamente, desenhando com a ponta dos dedos o seu formato, tentando com isso fixar cada traço, cada curva, cada contorno e torná-lo meu nem que seja só nessas doces lembranças. Fecho os olhos por breves instantes e sonho que você está ao meu lado, que eu desabotôo o primeiro botão da sua camisa, para esconder em seu peito, toda a timidez que sinto quando estou perto de você e que me impede de mostrar-lhe toda a ânsia e impetuosidade desse amor...


Ah, meu doce menino, que falta me faz você!
Relembro nosso último encontro e tento reter na memória cada palavra, cada gesto e principalmente cada olhar...
Será que eu já lhe disse alguma vez que adoro olhar bem dentro dos seus olhos? Eles me fazem lembrar as águas límpidas de um rio transparente, o suave espelho d’água que se forma, quando a lua surge no céu e ilumina o mar ou o encanto provocado por todas as cores do arco-íris, no firmamento.

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