Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Ouvir Você!


Ouvir você é retomar o passado... de assalto!
É tirar do tempo as horas, os minutos e os segundos que ele me roubou. Ah! o tempo, sempre o algoz dos meus sonhos. “É o pau, é a pedra, é o fim do caminho”.
Quanto de você – tempo – eu terei ainda para resgatar, os pedaços de mim, em folhas ao vento?
Ah! o vento, a tempestade, o redemoinho, como brigamos ao longo de todo esse percurso! Você arrastando tudo feito uma tsunami e eu na contramão recolhendo os cacos, os pedaços de mim, pra tentar construir uma história de amor que até hoje, não teve fim.
Ouvir você, é abrir a minha Caixinha de Veludo, é expor os meus segredos, é reconstruir um caminho, é buscar um talvez.
É esperar que as “águas de março fechem o verão” e que a promessa de vida, seja em meu coração. Talvez um dia, talvez quem sabe!

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