Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

PEDAÇOS DE MIM.

Não são minhas as escolhas que fiz, percorrendo labirintos em busca de um caminho que me conduzissem de volta a ti.
Não são meus os sonhos desfeitos, amarelados ou em branco e preto, deixados na varanda da casa solidão.
Não são minhas as palavras doces, com gosto de ternura, abortadas a caminho do teu coração.
São teus, os pedaços de mim que a esperança cansada, transformou em lamento.
Andava com o coração vazio de saudades e fui visitar o passado...
Ah! O passado, esse porta-retratos de momentos, pedaços de mim em folhas ao vento.
Vento que varre a saudade que vem, levando pra longe o passado também.
São folhas ao vento, os pedaços de mim, que um dia eu te dei, num amor sem fim.

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