Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ao Destinatário


No meu olhar estava escrito só você não leu.
Em minhas mãos paradas, inertes, estavam acorrentados o desejo e a vontade de ser sua. Só você não viu.
No meu coração palpitante, pulsava um velho e um jovem amor... Só você não notou.
E agora busca nas minhas palavras o destinatário desse amor: Que tolo amor esse meu, que até hoje, você não entendeu!

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