Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 30 de dezembro de 2007

Mar


Na vastidão do teu azul
Eu quero me perder
E em teu corpo quente, quero arder

Quero abraçar-te
Doce e ternamente
E o mel de minha boca
Oferecer-te

Encharcar de amor
As tuas ondas
E de loucura
O teu prazer...

No refluxo das tuas vagas cristalinas
Meus amores imperfeitos
Vou esquecer

Içarei as minhas velas
Ao sabor dos ventos
E em cada porto
Vou me recolher

Oh! Mar de azul profundo
Leva-me contigo
Lá pro fim do mundo.

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