Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Saudades


Hoje, eu quero um espaço para cultivar a saudade. Quero encontrar em meu sítio de memórias, recantos de mim, que eu não visito mais. Quero construir uma ponte entre o passado e o presente e através dela, encontrar uma estrada que me leve de volta ao começo de mim. O meu passado tem nome, tem endereço certo, identidade, CPF e uma razão muito forte para ficar onde está. E eu, para onde vou neste presente de tão poucas opções? Se olhar para trás só encontro você, saudade, e se sigo adiante tenho um encontro marcado no relógio do tempo, dizendo que hoje é o ontem que eu não vivi, mas com o mesmo sentimento de inadequação.

O que fazer, então? Deixar rolar? Esquecer? Como poderia se é dele, o passado, que eu tiro a força e a tenacidade para construir os meus sonhos no presente. São saudades em retalhos, de um amor cujo destinatário - até hoje - o carteiro não encontrou...

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