Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A Banda


Hoje, eu quero sair da janela onde vejo a banda desfilar todos os dias, e ir à luta. Cansei de vê-la passar!
Quero engrossar a fila dos destemidos, dos corajosos, dos desbravadores e construir pontes que me levem de volta, ao começo de mim.
Onde eu perdi a minha capacidade de sonhar? Em que esquina eu me esqueci, atrás de sonhos que não eram meus?
Hoje, eu quero seguir atrás da banda! Quero ver até onde, essa saudade de mim, vai me levar.
Não quero mais o óbvio. Não quero mais a facilidade das coisas prontas. Não quero mais que vivam por mim, nem que me digam o que fazer. Quero agarrar a vida e sorvê-la até a última gota... Quero ser feliz! Hoje, aqui e agora.
Não quero mais fazer planos a longo prazo, pois como já dizia John Lennon: “A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”.
Hoje, eu quero viver sob os acordes da melodia que eu criei.
A banda me inspirou!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Homenagem à Nalícia

Justamente hoje dia do Psicólogo, falta-me a inspiração!
Tenho um lápis, uma página em branco à minha frente e tanta coisa para falar sobre você e, no entanto, o meu olhar está perdido no vazio, tentando encontrar palavras que expressem a minha gratidão por todo esse tempo em que você foi minha companheira de viagem ao interior de mim mesma.
Logo eu que falo tanto - muito mais do que deveria - perco-me hoje no silêncio, buscando palavras que possam definir uma pessoa que pela própria profissão que exerce, torna-se indefinível.
- Quem é Nalícia para você?- pergunto-me. E de repente, como num passe de mágica, a resposta vem naturalmente – e não vem sozinha! Com ela traz toda uma carga de emoção quando lembro dos caminhos que percorremos juntas, tentando desvendar o insondável e misterioso interior humano, onde se escondem as nossas mais variadas emoções.
Costumo dizer para mim mesma, que é nesta ‘cela solitária’ que escondemos a nossa criança adormecida, tentando preservá-la das maldades desse mundo. Pois bem, foi nesse pequeno e inacessível mundo que você entrou de mansinho, sutilmente como quem nada queria, meio fada, meio bruxa, você me virou ao avesso e disse: “ Olhe para você, Juliêta! Só há uma Juliêta assim (como você) no mundo. Não permita que as pessoas caminhem sobre sua cabeça com os pés sujos”.
Aí eu parei e pensei:
- Quem é esta pessoa que parece saber mais de mim do que eu mesma? É Nalícia, a psicóloga? – tornei a indagar.
- Sim. É a Psicóloga Nalícia. – respondi. Um misto de pai, mãe, irmã, parente ou aderente e também a nossa mais ferrenha inimiga. Aquela que nos mostra o espelho da alma e nos obriga a olhar de frente para as nossas fraquezas, os nossos erros e acertos e que, parece dizer: “Olhe-se e ame-se, pois você é tudo que está refletido aí. E se não estiver satisfeita com a imagem que vê, então mude, mas não busque respostas nem mudanças nos outros, e sim em você mesma”.
É Nalícia sim, a psicóloga que consegue a admirável proeza de ser profissional antes de tudo, de não vacilar um milímetro dentro da ética em ser fria e impassível - olhando à distância nossas pequenas e grandes revelações ou insights - mas é acima de tudo, a Nalícia humana que num abraço fraterno, depois de terminada a sessão, trai toda a carga emocional que a ética a obriga a esconder. E é para essas “duas Nalícias” que eu hoje tiro o meu chapéu e digo:
- Obrigada, por você existir! Você me gerou de novo! Foi um parto dolorido, difícil às vezes. Houve momentos em que eu me escondi, mas você sabiamente esperou o momento oportuno de me colocar de volta à vida e como Fênix, eu ressurgi das cinzas, amando e desejando viver intensamente.
Que Deus a guarde para nós, por muitos e muitos anos. Feliz dia dos Psicólogos!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Ouvir Você!


Ouvir você é retomar o passado... de assalto!
É tirar do tempo as horas, os minutos e os segundos que ele me roubou. Ah! o tempo, sempre o algoz dos meus sonhos. “É o pau, é a pedra, é o fim do caminho”.
Quanto de você – tempo – eu terei ainda para resgatar, os pedaços de mim, em folhas ao vento?
Ah! o vento, a tempestade, o redemoinho, como brigamos ao longo de todo esse percurso! Você arrastando tudo feito uma tsunami e eu na contramão recolhendo os cacos, os pedaços de mim, pra tentar construir uma história de amor que até hoje, não teve fim.
Ouvir você, é abrir a minha Caixinha de Veludo, é expor os meus segredos, é reconstruir um caminho, é buscar um talvez.
É esperar que as “águas de março fechem o verão” e que a promessa de vida, seja em meu coração. Talvez um dia, talvez quem sabe!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Até um Dia!



Há instantes em nossas vidas em que procuramos a palavra certa, o momento ideal, o espaço necessário para abrigar todos os sentimentos e afetos e nos deparamos com o inevitável tic-tac do relógio indicando que algo inacabável espera por nossa atenção. Aí pensamos: não tem importância! Ainda há muito tempo para dizer do meu amor, da minha dor, da minha saudade ou seja do que for. Ainda há muito tempo para falar frases esquecidas, palavras não ditas, para justificar silêncios e ausências e dizer num só instante, o que se esperou uma vida inteira para ouvir.
Acontece que os minutos, as horas e os momentos vão passando, nos lembrando que nada dura para sempre, que nada é eterno, e assim, os instantes vão se perdendo, escorrendo por entre os dedos como a areia da praia. Por isso quero dizer – hoje - a você que habita o imaginário dos meus sonhos e pontua de reticências a minha poesia: não se vá, não desista de mim!
Você é o jardineiro fiel da minha alma, em noites de profunda magia. Você é quem me cobre de versos e juras de amor eterno, é o meu porto seguro, onde me encontro, na certeza de que nunca estarei sozinha. Você é quem me veste de margaridas e perfuma cada parte do meu corpo com a delicadeza do seu amor. Você, de quem hoje estou partindo, sem fantasia, sem mais saudade, não se vá... ainda, espere por mim! ... até um dia, até talvez, até quem sabe!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

PEDAÇOS DE MIM.

Não são minhas as escolhas que fiz, percorrendo labirintos em busca de um caminho que me conduzissem de volta a ti.
Não são meus os sonhos desfeitos, amarelados ou em branco e preto, deixados na varanda da casa solidão.
Não são minhas as palavras doces, com gosto de ternura, abortadas a caminho do teu coração.
São teus, os pedaços de mim que a esperança cansada, transformou em lamento.
Andava com o coração vazio de saudades e fui visitar o passado...
Ah! O passado, esse porta-retratos de momentos, pedaços de mim em folhas ao vento.
Vento que varre a saudade que vem, levando pra longe o passado também.
São folhas ao vento, os pedaços de mim, que um dia eu te dei, num amor sem fim.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

FALANDO DE AMOR

Nada mais desejo que mergulhar fundo em seu olhar, deitar minha cabeça no seu ombro e deslizar suavemente a minha mão sobre o seu peito, buscando sentir o palpitar do seu coração no mesmo compasso cadenciado do meu.

Amo você! Não quero mais esconder esse amor, não quero mais fingir que não estou sentindo a sua falta. Morro por dentro cada vez que esse telefone toca e não é a sua voz que eu escuto...


Quisera ter, neste momento, o seu rosto em minhas mãos, poder acariciá-lo ternamente, desenhando com a ponta dos dedos o seu formato, tentando com isso fixar cada traço, cada curva, cada contorno e torná-lo meu nem que seja só nessas doces lembranças. Fecho os olhos por breves instantes e sonho que você está ao meu lado, que eu desabotôo o primeiro botão da sua camisa, para esconder em seu peito, toda a timidez que sinto quando estou perto de você e que me impede de mostrar-lhe toda a ânsia e impetuosidade desse amor...


Ah, meu doce menino, que falta me faz você!
Relembro nosso último encontro e tento reter na memória cada palavra, cada gesto e principalmente cada olhar...
Será que eu já lhe disse alguma vez que adoro olhar bem dentro dos seus olhos? Eles me fazem lembrar as águas límpidas de um rio transparente, o suave espelho d’água que se forma, quando a lua surge no céu e ilumina o mar ou o encanto provocado por todas as cores do arco-íris, no firmamento.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

GUERREIRO MENINO






Meu guerreiro menino, sinto falta de você!

Da ternura do seu olhar, do encanto doce das suas mãos quando segura as minhas, da firmeza e suavidade que tem a sua voz, e fico a imaginar mil palavras e canções embalando-me o sono, sob a proteção de uma noite enluarada onde as estrelas cintilam no céu, numa tentativa vã de se mostrarem mais belas e mais intensas que o nosso amor.
Sinto falta de você e a saudade sai a galope, pedindo ao vento que a leve nas asas de um supersônico para trazê-lo mais rápido para mim.

E enquanto você não vem, o sono e a fantasia povoam a minha imaginação e dão carona ao sonho, que chega pelas asas do desejo.

Vejo meu guerreiro menino chegando cansado depois de um dia intenso de trabalho, deixando transparecer no olhar toda luta e garra travados muitas vezes em silêncio, buscando em mim a compreensão sem perguntas, o afago sem cobranças, o carinho e a ternura gratuitos, lembrando aquela velha canção do Vinícius: “mas que seja eterno enquanto dure”.

Aí então, vou me aproximando de mansinho, seguro ternamente o seu rosto em minhas mãos e deixo que a linguagem do meu olhar, diga tudo que trago guardado no peito e numa explosão de alegria e encantamento, deixo fluir através de palavras, a sentença mais doce e mais terna que eu posso dizer: Adoro Você!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

“DE TUDO, AO MEU AMOR SEREI ATENTO"





A chave do afeto, do sorriso, do encantamento e da alegria de amar e ser amada, está implícita na frase acima.O amor precisa sempre ser reinventado, a cada dia, a cada olhar e cuidado com atitudes de generosidade. Amar é doar-se na certeza de que somos ímpares, mas quando amamos, estamos exercendo o amor na sua real plenitude, amar ao outro como a si próprio.

Cuidar: respeitar espaços, pensamentos, idéias, vontades, manias e dá ao outro, tudo aquilo que gostaríamos de receber. Esse é o amor que será infinito posto que não é chama, nem desejo, nem posse, nem tesão.