Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Silêncio!


De repente, se fez silêncio, não mais escuto o palpitar do meu coração, em acordo com o ritmo cadenciado da minha alegria. O tempo de espera findou-se!

Tempo, tempo, tempo – tu não paras! E contigo, lá se vão os sonhos que de tão simples e de tão pouco custo, cabem todos na palma da minha mão.

As lembranças vêm em forma de nuvens de algodão doce, a deixar na boca e no coração um gostinho de saudade que de tão grande, não encontra espaço no baú das minhas recordações.
Fui construindo ternuras e ajeitando carinhos só para me guardar para você. E você não veio!
Fui caminhar na areia da praia, escrevi seu nome, uma onda veio e lá se foi você outra vez...

Por que será então, que está tão difícil esquecê-lo?

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