Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 2 de março de 2008

Procura-se!




Procura-se um amor pra chamar de seu, que venha embrulhado em ternuras e que seja afeito aos carinhos meus. Sinto falta do amor... do amor simples, despojado e generoso, que não tenha pressa em partir e que se encante com a possibilidade do ficar. Sinto falta do amor que adore uma lua cheia, que goste de se banhar nas estrelas e que me faça versos ao luar. Sinto falta do amor que goste da terra molhada, do jardim cheio de flores e o do orvalho da madrugada.

Procura-se um amor que conjugue o verbo amar, que saiba rimar saudade com poesia e que tenha pressa em voltar.

Procura-se um amor que goste de chamego, de ternura e de aconchego e que venha para ficar... enquanto houver estrelas e noites de luar.

Um comentário:

Fernanda disse...

Olá Julieta!

Finalmente encontrei o blog e já adorei o primeiro texto! Vou ler todos, sempre que tiver tempo em casa ou aqui no trabalho! Saudades dessa sua terra linda!

Grande abraço!

Ps: Lembra de mim? Da praia de Cabo Branco?