Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sonhos!




Tínhamos um encontro marcado, todos os dias, eu e o poeta. Sempre que eu ligava o computador, ali estava ele, sereno, afetuoso e magnânimo em seus comentários. Fui me acostumando a tê-lo por perto e me distraí, quando me dei conta estava totalmente seduzida por suas palavras: o amor se instalou em meu coração.

Ah! Meu poeta distraído, por onde andará, hoje, todo o sentimento do mundo que você poeticamente transforma em ‘palavras caramelo’? Sinto saudades das coisas e dos afetos que não vivemos, separados que fomos por caminhos que não se cruzaram. Como teria sido o encontro entre a menina sonhadora e o poeta distraído? Caberia em palavras um sentimento tão puro que nem um coração tão grande parece ter espaço para abrigar?

Sonhos... São sempre sonhos as viagens que fazemos juntos. Eu aqui a desenrolar os fios de um novelo, peça de ficção, de uma história de amor que nunca aconteceu, e você daí, tal e qual um poeta apaixonado, a me mandar versos encantados que seduzem e arrebatam a minha alma.

Um comentário:

Lúcia disse...

Sabe que me impressiona o jeito como você escreve, não importa mesmo se vc escreve de forma direta de algo que te aconteceu de fato ou se usa metáforas, o certo é que me reconheço em suas palavras e isso me agrada. Te agradeço. Bj