Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sob o signo da liberdade





Andaram me procurando, não encontraram. Recolhi-me.
E agora, sob o signo da liberdade, eu estou perambulando pelas ruas esquecidas de mim. Já não tenho necessidade das grades da alma. A chuva arrastou tudo o que encontrou pela frente e deixou desabrigado o meu coração. E por estar assim, exposto às intempéries, ele apressou o passo e foi ao encontro de uma nova vida... Um lugar seguro onde pôde abrigar-se dos rigores do inverno, enquanto a primavera com o seu verde esperança, não tardou a lhe trazer o sol que a tudo iluminou e fez florescer.

Durante o tempo em que a chuva se fez presente com os seus raios e trovoadas, não pude perceber toda a beleza do arco-íris que vem depois. Mas, um pequeno raio de sol em toda a sua exuberância de luz fez surgir, da cadeia que aprisionou a minha alma por tanto tempo, a Fênix que habita em mim... Então, eu ressurgi, mas não das cinzas e sim, de um belo dia de chuva que lavou a minha alma e deixou livre o meu coração.

2 comentários:

Lúcia disse...

As vezes a gente nem se dá conta que tudo é só um ciclo e nem precisa se assustar. Obrigada. Beijos

Ju disse...

A liberdade existe para quem acredita. Há muitas formas de se aprisionar uma alma e a senhora, minha mãe, conta a poesia de se descobrir livre.
Lindo texto. Parabéns.