Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Nem Preto nem Branco



Homens não têm pele, eles se vestem pelas almas.
Almas que provocam o arrepio na pele ou a repulsa no olhar.
A infinita beleza do arco-íris - em sua poesia de cores e encantamentos - é que agasalha os homens despidos de preconceitos e irmanados na multiplicidade racial.
Somos todos começo de uma mesma fonte, estrelas cadentes expatriadas para a terra do sem fim, onde não há fronteiras nem de cor nem de raça e os limites territoriais são firmados no espaço existente entre o encontro de mãos.

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