Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Contradições





Ando exercitando as minhas contradições. Ora vasculho gavetas e abro os armários em busca de lembranças que falam de nós dois – e me escondo no passado – ora deixo-as de lado, e sigo alimentando esse amor tão presente, que as palavras me dão: escrevo e através da escrita eu conto mentiras de amor, inverto o dicionário da dor e transformo palavras-saudade em sentimentos atemporais, criando a ilusão de que o sonho, ainda, não acabou.

Um comentário:

Lúcia disse...

Puxa, como somos infinitamente criativos, inventivos, cheios de manhas, artimanhas e beleza! Viva a humanidade!