Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sábado, 23 de agosto de 2008

Eu criei você!







Aos quatro ventos espalham-se às sobras de mim... A minha ternura, o meu carinho, o meu desejo e essa vontade louca de ser feliz outra vez – sem você!

De repente um toque, um sino que badala lá longe, me traz de volta a realidade: você não existe, eu criei você, dei-lhe o status de personagem central da minha vida e no anfiteatro da minha existência ergui um circo onde o único palhaço era eu.
Agora, para delírio e gozo da platéia: eu o demito.

Um comentário:

Lúcia disse...

Ah, é muito bom quando a gente descobre que criou o outro, assim também poder descriar e novamente voltar a ser livre!