Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Juventude x Sabedoria





Ao delimitar as fronteiras entre o ser jovem ou velho, estamos subtraindo das pessoas o que elas têm para nos dá de contribuição sobre os dois mundos. É improfícua a luta que se estabelece quando um despreza a experiência do outro, alegando que a modernidade e a juventude são pré-requisitos para uma vida melhor e mais inteligente.

Estamos na era da tecnologia, nunca as coisas avançaram em tamanha velocidade e com a ‘urgência do agora’, a ciência nos brinda todos os dias com uma nova invenção: um dia descobre-se que café, vinho e chocolate fazem bem, no outro, se desdiz. Nada, dura para sempre! Estamos sempre em processo de renovação e de novas descobertas. Por que então não fazermos bom uso dos nossos aprendizados.

Alguém já disse: “Não sou jovem, não sou velho. Tenho o melhor dos dois mundos”.
E já que vivemos uma época de descobertas efêmeras, por que não nos darmos as mãos, para juntos, encontrarmos o equilíbrio entre a experiência do novo e a sabedoria dos anos vividos.

Se não perdermos a nossa capacidade de sonhar, criar e acontecer, seremos sempre jovens, em experiências e sabedoria. Sem contrapor com a juventude!

Um comentário:

Danielle disse...

E eu, que busco o brilho e o frescor de anos atrás. Terei o perdido para sempre? Não sei, continuarei buscando. Parabéns pelo texto, está ótimo!