Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sábado, 2 de agosto de 2008

Tempo



Já houve quem indagasse por que falo tanto do tempo – esse que se conta pela sucessão das horas – e eu lhe respondi: procuro capturar dele os momentos de felicidade, pois, um dia, o amor fez de mim o seu cais e com a urgência de um passageiro em trânsito deixou meu coração dilacerado e partiu. (...).


Ando recolhendo do meu desejo a pressa em espalhar afetos, somar ternuras e multiplicar carícias, mas o tempo urge em época de relações virtuais, quando não se pode reclamar instantes perdidos e oportunidades passadas. Fazer o que então, se o ponteiro do relógio em sua inexorável marcha me tira o sabor da conquista e o poder da sedução?

Preciso de tempo e ele anda curto! O meu amor é lento em mãos de ternura e o meu mapa da felicidade está cheio de pegadas na areia; tem sempre uma onda que vem - apaga os vestígios - e escreve pelo caminho a palavra saudade. Preciso de tempo para me instalar delicadamente em seu coração e encontrar no mapa do amor, o caminho que me leve de volta às estrelas.

Um comentário:

Pedro disse...

tempo... acredito que ele seja um tipo de amigo que nos momentos que precisamos que ele fique um pouco mais, ele some...
XÊro grandão tia Ju!!!