Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 28 de setembro de 2008

Habilite-se




Respondendo a sua pergunta, eu diria: meu compromisso é com a felicidade e esta, não está no prazer das horas nem na superficialidade dos encontros casuais. Não estou à procura da metade da minha laranja, nem tampouco da minha alma gêmea. Sou inteira, não necessito de complemento!

Acredito no amor que tenha como base o respeito e a admiração. Não saberia amar alguém que eu não admire e essa inclinação passa longe de um rosto bonito e um corpo sarado. Preciso de algo mais sólido! Desejo gente bem resolvida, que não necessite provar nada a ninguém. Gente satisfeita com as suas rugas, com os seus cabelos brancos, com a sua história de vida, e por que não, com a sua pouca habilidade para trapacear mentiras de amor. Ah, tem ainda um detalhe: na minha matemática um mais um, somam... E no meu corpo só cabe um abraço.
Portanto, se você se enquadra, habilite-se!

Um comentário:

Lúcia disse...

É preciso ser inteira para ter coragem de ser o que é. O recado é claro: que seja inteiro quem quiser se aproximar. É isso aí amiga. Adorei!