Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sonhos Sem-Teto



Sonhos Sem-Teto me levaram a manusear o alfabeto de brinquedo das minhas ilusões...
A arte de brincar com as palavras me proporcionou um gozo inenarrável. Embora não seja artista das letras, tomei posse do alfabeto da minha ignorância, e com ele reinventei o prazer de criar os meus sonhos sem-teto. Ah, que deliciosa essa vida de palavras! Como mentem quando eu preciso, e silenciam quando alguém se arvora no direito de possuir a legitimidade das palavras de amor.


As minhas palavras não têm vida! Elas são feitas de ausências... E validar a sua ausência é tudo que eu preciso para abrir mão dos meus sonhos sem-teto. Sonhos sem-teto, sempre eles, armazenando-se dentro de mim e ocupando espaços abertos pelo mito do verde-esperança.


Ah! Como eu queria ser artista das palavras, e com elas poder manipular essa dor que não passa, e que me vem de não sei onde, e sem eu saber por quê...

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