Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sábado, 4 de outubro de 2008

Adrenalina, seu Nome é Amor!




Abdiquei de dar vida as minhas palavras, para não trair o amor que ainda sinto... O terreno escorregadio em que caminho, hoje, está cheio de papéis amassados e de letras de um alfabeto em desuso. É um amor fora do tempo jogado ao lixo para reciclagem. É o meu amor!

Ah, essas mulheres que amam demais, como se tornam cansativas e previsíveis!

A rotina cansa e o amor envelhece. (...).
A adrenalina – esse amor que está em voga - segue o seu percurso diário em busca de novas emoções: o sangue lateja e o desejo aparece no desvio, na curva ou no atalho, para se tornar igual lá na frente, e a vida se fazer rotina de novo.

Ah, essas mulheres que amam demais, como se tornam cansativas e previsíveis!

Preciso reciclar as minhas palavras, colocar os meus sentimentos no tabuleiro de xadrez e dar-lhes um xeque-mate em nome da modernidade, da adrenalina e... Ah, desculpe, o nome disso é amor!

Ah, essas mulheres que amam demais!... Reciclar é preciso!

Um comentário:

Dani Almeida disse...

sou uma mulher q ama demais. não sou intensa?
adorei o texto.
bjos