Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Deixar ir!...




Abrir mão de um desejo, de lembranças, fatos e pessoas que fizeram a diferença em sua vida, é uma das decisões mais difíceis que o ser humano pode tomar.

Deixar ir!... Fazer-se poeira de estrada, de estrelas e de sonhos. Como é custoso trabalhar o desapego!

2 comentários:

Dani Almeida disse...

Isso mesmo é o diz a letra de "Poeira no Vento", uma das mais belas canções de todos os tempos --
q todos nós saibamos exercitar o desapego!

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Eu fecho meus olhos
apenas por um momento
e o momento se foi
todos os meus sonhos
curiosamente passam diante dos meus olhos
poeira no vento
tudo o que nós somos é poeira no vento

A mesma velha música
apenas uma gota d'água
em um mar infinito
tudo o que fazemos
cai em pedaços
embora nós nos recusemos a enxergar
poeira no vento
tudo o que somos é poeira no vento

Agora, não desperdice (um minuto)
nada dura para sempre
apenas a Terra e o Céu
ele (o minuto) foge
E todo o seu dinheiro
não comprará outro minuto

Poeira no vento
tudo o que somos é poeira no vento
poeira no vento
tudo isso é poeira no vento

Fabiana disse...

Tia esse texto tem muito haver comigo atualmente... Que maravilhosa a arte de transmitir as emoções humanas!!
Vc é uma delícia tia!
Parabéns!!!
beijão!!!