Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 26 de outubro de 2008

A Fogueira







No exercício da minha vida eu escolho a alegria, o sorriso e o encantamento pela arte do viver. Não cultivo tristezas, só lembranças, e essas me são necessárias vez por outra, a fim de evitar que eu esqueça quem já fui, e o que sou.

Às vezes, me pego moendo lembranças e “segredos de liquidificador”, então, acendo a fogueira dos meus devaneios e me permito revisitar o passado. Nessas horas eu coleciono saudades, e desconstruo mitos. Faço um inventário do meu passado, páginas e páginas são amassadas, destruídas, jogadas na cesta de lixo, e com elas, esse amor mal resolvido vai se transformando em cinzas.


As chamas da fogueira já não aquecem mais. O amor consumiu-se... E eu penso: da próxima vez “seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.”

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