Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A Retirante



Ponto-e-vírgula foi o espaço de tempo – uma pequena pausa- que eu concedi a você antes de me despedir. Agora, ensaiei uma resposta para sua pressa em voltar: Não dá mais, acabou, vou embora... Adeus!
(...).
Sou retirante de mim mesma fugindo do solo árido do meu deserto interior. Desertei! Estou desabrigada, sou uma sem-teto. A terra dos meus sonhos, o meu chão batido de esperanças, outrora fértil, nada mais produz a não ser erva daninha. A minha língua-pátria já não me entende: duelamos no mundo das idéias, e tudo que conseguimos é uma trégua em meio a tantos desacertos.
Sou uma estrangeira em minha casa! O que falo e o que escrevo, é uma nota promissória rasurada. É fio de bigode partido. É palavra sem valor!
Não dá mais, acabou, vou embora... Adeus!
... Mas eu volto! Eu e esse meu amor previsível.

Um comentário:

Anônimo disse...

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