Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Asas da Esperança






Nas asas da esperança eu me abasteço de sonhos. Lanço um novo olhar em direção ao amanhã, que sempre se anuncia como oportunidade de reescrevermos a nossa história e reflito no quanto desperdiçamos as horas, que podem ser usadas de uma maneira bem mais proveitosa e feliz.
Alço vôos inimagináveis em meu mundo de fantasias e sonho. O meu momento é de desconstrução: penso em rever o arquivo de minhas memórias para deletar o que passou, afinal de contas, não se volta ao passado com o presente batendo insistentemente à nossa porta.
Mas aí, o silêncio traz você em forma de saudades e viajamos juntos outra vez, em meu mundo de faz-de-conta. Sonho! E o meu momento é de construção: pego um barco chamado desejo e atravesso um mar de possibilidades. Lembro a nossa história de amor e embarco de vez para a terra da felicidade onde você e eu debutamos o primeiro amor.
Relembro!
(...)
De volta ao mundo real o presente me solicita! O tic-tac do relógio me lembra o passar das horas.
Desperdício do tempo?
Carpinejar me desperta do sonho, dizendo que sim.
“Um amor atrasado não é amor. Um amor atrasado é amizade depois de um amor que não aconteceu.”

Recolho as asas da esperança!

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