Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Declaração de Amor



Olho através da janela e rasgo o véu da noite. Colho estrelas e estendo-as uma a uma no varal dos meus sonhos.
Rezo e peço a Deus que qualquer dia desses, tu sejas uma delas e eu o tenha por toda a vida.

Pela manhã o sol invade o meu quarto e em sorrisos aquece o meu corpo com o seu abraço, convidando-me a fazer amor em sua cama. Sigo-o dócil e obediente, ainda que, o meu desejo em chamas já tenha denunciado toda a ansiedade da espera.
Sou tua por mais um verão embora deseje sê-lo por toda a vida.
Abraço-te e em tuas águas ouço a canção do teu silêncio. O balançar suave de tuas ondas me enche de alegria e eu me dôo inteira ao teu amor.

Sou a tua amante mais fiel e a minha pele morena é a marca registrada da tua posse. Me tens, sempre que quiseres, sou a tua escrava branca ansiando a negritude da tua senzala.

Amo-te!

2 comentários:

Dani Almeida disse...

Sortudo será o indivíduo que souber reconhecer a sensibilidade e a pureza deste amor que tens a oferecer. Belo texto!!!

cArLa disse...

Nossa, Juliêta, que texto bonito! Serea que o amante é o calor, o verão, o sol?