Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Encontro



Havia se passado tantos anos e ele, agora, ali parado, trazendo em suas mãos, as nossas cartas de amor.
Gotas de chuva misturavam-se às lágrimas de alegria. Eu chorava por dentro!
A poeira do tempo levara consigo o marcador das horas.
Naquela noite, o meu amor tinha a idade dos meus 15 anos.
O relógio parado desistira de contar o tempo, diante da resistência daquele amor, que não se rendera ao passar dos anos.
Ali estavam ele, ela e um amor guardado por quase meio século dentro de uma caixinha de veludo.
(...)
Que pena! Fui ao seu encontro nas asas dos meus sonhos, mas você não se vestiu de amor...

3 comentários:

Eva disse...

Vi seu comentário no blog do Fabrício Carpinejar e vim atrás. Gosto da forma que você escreve, parabéns!

Marla de Queiroz disse...

Quando o passado nos espreita...
E o tempo que passou tão devagar quando tudo era espera, de repente, parece que nem existiu.

Beijos, moça!
Adorei vir aqui.

Dani Almeida disse...

Que lindo, que romântico!
Parabéns!