Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sábado, 14 de novembro de 2009

Ah, Se...






Um telefonema na noite, uma morte anunciada... Perplexos, nós nos indagamos: - “por que será que as pessoas não se acostumam com ela e de onde vem esse assombro, esse estranhamento, essa dor?”

- Culpa, parece a resposta plausível!

Vivemos a esquecer certas conjugações: amar e cuidar, por isso nos surpreendemos tanto quando na calada da noite ela – a morte - nos chega sorrateira e desfaz a nossa tola pretensão de que o relógio parou e que temos toda a eternidade para fazer o que urgia ser feito, aqui e agora.

Ah, se... Essa é a resposta que apresentamos quando a inexorabilidade do tempo nos confronta com os marcadores das horas e vemos que é tarde para falar de amor, amizade, saudade, ausência, solidariedade (...).

Ah, se...

3 comentários:

entremares disse...

O que escreveste carrega bastante tristeza, um pouco de inconformismo até.

Como habitualmente, planeamos o futuro, como se fossemos senhores anunciados de um tempo que ainda não é nosso.

Só temos o presente, não é?
E quando a morte chega sem surpresa, surpreendemo-nos sempre.

Tudo de bom para ti, Julieta
Rolando

Dani disse...

pq julgamos o outro pela eternidade, mainha. e qdo nos damos conta de q o minuto é q é eterno, é q percebemos o valor de cada momento. compartilho a sua dor.

neli araujo disse...

Engraçado como sempre achamos que temos os controle de tudo, inclusive da vida...

Vivamos hoje!

Feliz Ano Novo para você!

Um abraço,
Neli