Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Do que não gosto






A inquietação e a voracidade não encontram frestas e vãos, dentro de mim, por onde possam escoar o fluxo de suas incertezas.


Não gosto do assombro!

Gosto da zona de conforto que me permite, no silêncio contemplativo das madrugadas, encontrar com o entardecer dos meus dias, sem arrependimentos, nem distrações.

Não gosto de cacos!

Eles lembram partidas. Pedaços de vida se estranhando.

Não gosto de despedidas! Tenho fome do infinito...

Amo sem economizar tempo, nem afeto, nem ternura. No meu amor não há prazo de validade. Ele é um lugar de porto-seguro e de aconchego. Nele, o tempo desacelera o passo e a sua sina de seguir. Reconcilia-se com as horas e abre caminhos e possibilidades para o eterno. Estaciona! E, dessa forma, reinventa uma relação onde os sonhos não são extraviados...

Nasci para eternidades!

5 comentários:

Chica disse...

Que lindo isso,Julieta!Inspiração maravilhosa!beijos,tudo de bom!chica

Rolando Palma disse...

Sabes amiga... o título do teu blog completa hoje a última frase do teu post.

Reconstruindo caminhos...nasci para eternidades.
Que melhor maneira de, sendo efémero... ser eterno?

Reconstruir?
Sim, sempre.

Beijos.

Sueli disse...

Aplaudindo de pé, amiga! Apesar de que, às vezes precisamos de uma despedida para podermos saborear o prazer do reencontro... né, não? Beijo grande!

manu disse...

Na vida não deve haver arrependimentos, faz-se o que achamos que é melhor e o mais ajustado para o momento, faz-se o que em consciência sentimos que é o melhor.
Não há cacos!
Não há despedidas!
Não há prazos!
Há vida e essa deve ser vivida em pleno, recheada de amor que perdura para além do tempo e do espaço.

Beijos
Manu

Carlos disse...

Olá querida Julieta.

Nesse tempo no qual todos nós estamos inseridos e que passa tão veloz, você é ímpar pois serenamente busca nas lacunas que ficaram, preenchê-las com o que você enxerga de mais bonito e que passou desapercebido para nós. Depois, sem a chaga do egoísmo, compartilha conosco instigando-nos a enxergar e refletir.
Obrigado por sua inata inspiração. Ela nos ilumina.
Bj. carinhoso.

Carlos.