Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Fidelidade em Novos Tempos




O amor que é tecido em fios de esperança, na maioria das vezes, debruça-se sobre as horas e perde-se no tempo, desarrumando afetos. Esmaecem-se as fotografias! Por isso, não quero mais gastar palavras, nem tintas, para acariciar egos... Cansei!
É fácil escrever sobre ti, meu amor! Basta lembrar as dores e os sofrimentos... Difícil mesmo é desenhar teus traços com o pincel da saudade. Sobra tinta! Pois, enquanto eu te esperava e vestia-me de sonhos, o tempo encarregava-se de delir a pintura do porta-retrato.
Ele, esse teu amigo frívolo e fugaz, cobrou de mim o que deverias ter, também, para oferecer-me: fidelidade! O “que seja eterno enquanto dure”, do Vinícius, colocou cercas ao meu redor, mas te libertou para o “posto que é chama” e, ficamos assim: para ti, os direitos do mundo machista; para mim, os deveres da lealdade...
Se somos feitos da mesma matéria, por que tu podes e eu, não!? Se tudo é temporário, eu também posso ser! Não há garantias de fidelidade em uma relação que não quer compromissos e espalha suas chamas, feito uma língua de fogo, destruindo a esperança de quem acreditou que o eterno seria para os dois...
Pois bem, se não queres cobranças, nem que te coloquem expectativas sobre os ombros, fazes o mesmo em relação a mim, porque, afinal de contas, vivemos uma nova época...
E, em sendo dessa maneira, ficamos assim: ninguém é de ninguém, posto que é chama, mas que seja eterno enquanto dure, para os dois! Pois, isto é uma questão de respeito e de direito.

2 comentários:

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida Julieta
Pena que tenha que ser assim!!!
Seria tão mais feliz se pudéssemos ficar na fidelidade enamorada de um coração feliz... para sempre...
Bjm de paz e alegria

Libel disse...

Julieta amiga, ser fiel envolve questões de sentimento, quimica de pele e respeito, tal e qual tu falas muito bem, são factores essenciais numa relação.
Quando esses factores são esquecidos, a relação fica fria, desnecessária e a fidelidade vai impedir a pessoa de ir em busca da sua realização. Por isso, é bom acordar, para saltar fora!!...

Beijinhos linda...