Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Toda Tua











Passeio sem pudores pelos meus sonhos e toco com delicadeza na tua dor só para te dizer que ainda estou aqui... Uma parte de mim te pertence para sempre e a outra é uma reserva imaginária daquilo que penso que juntos poderíamos ser.

Sempre que escuto os sussurros da minha alma, um mergulho no tempo das boas recordações te traz de volta e eu digo baixinho: ainda te amo, mas não tenho respostas para tua ansiedade... Eu só sei que é muito bom te saber por perto, embora faltem palavras para definir o que somos, hoje, um para o outro. Eu só sei, também, que num canto escondido pelos cercados da memória guardei a lembrança do nosso último bolero... Uma dança de corpos nus e almas revestidas do mais puro amor.

Então, agora, nesse exato momento em que eu passeio sem pudores pelos meus sonhos e que tudo o que tenho é uma parte de mim que é inventada e a outra, que é só saudades, eu respondo a tua pergunta: ainda sou toda tua!



4 comentários:

Manu disse...

Mais um lindo texto que transpira saudade, emoção e uma sensibilidade desmedida como é apanágio da minha querida amiga.

Beijinhos Julieta

Dani Almeida disse...

Gente, esse texto é puro erotismo! Gostei, sem pudores! :)

Claudine disse...

Maravilha de texto, é de sua autoria? beijos...

Eva disse...

Adorei tua poesia, parabéns.