Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Instantes Perdidos




O convite é irresistível! O ano de 2014 e todo o seu porvir está amanhecendo. Pelas frestas da memória se esvaem as lembranças de 2013. Quantas coisas poderiam ter sido feitas de outra forma, tanto no ano que termina quanto nos anteriores? Quantos instantes perdidos!? As imagens, em seu tom de sépia, vão surgindo lentamente e a vida passa feito um desfile de escola de samba, enquanto nós e essa mania de ser museu, resistimos.

Neste momento, vamos desfazendo os bordados dos dias passados e recolhendo os fios com que tecemos a malha do nosso destino. Então, pensamos nas escolhas que fizemos e tropeçamos nas palavras tentando fraudar o cotidiano, em vez de corrigir os nossos erros... Dizemos: quem sabe amanhã, na próxima vez ou no ano novo! Este é um recurso que costumamos usar para fugir da verdade, quando ela se apresenta diante dos nossos olhos.

Retalhos de uma vida inteira são lembrados, nesta hora, à medida que a nossa imaginação vai costurando o bordado das nossas dúvidas em letras maiúsculas: E, SE TIVÉSSEMOS AGIDO DE OUTRA MANEIRA!? Perguntas como: por que e o porquê tomam forma dentro de nós exigindo desculpas ou justificativas que não temos mais... E o tempo, em sua inexorabilidade, vai passando como antes, até que a sabedoria nos alcance e possamos responder pelos nossos atos e por nossas escolhas, sem esperar que, ao raiar de um novo ano, sejamos apresentados, com fogos de artifícios, a uma vida nova. Pois, como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade: - "É dentro de nós que o Ano Novo cochila e espera desde sempre".

Portanto, desejo que em 2014 possamos, sim, saldar o homem antigo que existe em nós. Antigo, mas sábio o suficiente para não dizer: - Feliz Ano Novo e fazer tudo velho outra vez.

Um comentário:

lis disse...

Oi Julieta querida,
Um ano novinho nos apresenta e 2013 fica no passado ... rs
Não gosto muito dos balanços de fim de ano , porque costumo ir fazendo isso sempre que tenho insônia e é muito chato rs
Desejo doces e lindos dias pra voce minha querida Ju _Saúde Amor Fé e tudo que desejar.
muitos abraços e
Feliz 2014!! Tim tim