Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 20 de maio de 2014

O Bilhete


Meu caro amigo,

Com a rebeldia das palavras comprei a minha carta de alforria. Agora, sou uma casa desabitada. Quem quiser me visitar, daqui por diante, que tire o pó do caminho e entre com delicadeza na minha vida. Mas, não me venha com rótulos, nem com estereótipos de gênero, pois aprendi muito bem a me virar sozinha. Também, no meu novo lar, não aceito alguém que, apesar da passagem dos anos, ainda não desceu do playground. Dispenso gente que gosta de jogos de sedução e de subterfúgios. Só sei amar de cara limpa: entregue! Quem quiser mistério que procure a Agatha Christie. É isso aí... Ponto final!

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