Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sábado, 6 de setembro de 2014

Sem Mapa... Sem GPS













O silêncio da folha de papel em branco é um terreno vasto pedindo que eu me descubra em letras. Inútil querer povoá-lo com a rapidez das palavras que chegam, pois dentro de mim há desertos... Zonas de silêncio que se comunicam e desenham a arquitetura das frases que eu não escrevo. E, que me definem.

As palavras amordaçadas sou eu... Eu, sempre em trânsito! Longe de mim.

3 comentários:

Jorge disse...

O silêncio é música nos caminhos do deserto. Escutemo-lo!
Saudações!
J

Manu disse...

Mesmo no silêncio da folha de papel há palavras que a emocionam, que dizem tanto, que mostram um coração grande e sensível que revelam o que lhe vai na alma , com uma sabedoria que só a Julieta sabe transmitir com o encanto a que já me habituou.
Sem GPS mas com muito carinho fica o meu abraço amigo

lis disse...

Suas escritas passam-me emoção que amordaçam-me também.
Está tudo dito .
Obrigada e parabéns Juliêta
te abraço