Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O Arquiteto de Ilusões















Ele gostava de fazer amor com as palavras... As letras formavam lindos arabescos nas folhas de papel em branco e iam desenhando, aos poucos, um castelo de ilusões. Era um excelente arquiteto na arte da fantasia e dos sonhos, pois bordava as frases com destreza e mestria, porém, não tinha o menor compromisso com a verdade. De longe, ela o imaginava uma joia rara, mas, de perto, constatou que ele era, apenas... Ouro de tolo!


2 comentários:

✿ chica disse...

É verdade! O papel aceita tudo! Na real, as coisas se mostram. Lindo te ler! bjs, chica

Manu disse...

Palavras, palavras, palavras, os tolos só sabem servir-se delas, já Julieta consegue transformá-las com emoção.
Lindo como sempre!

Beijinhos