Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O Recado


Hoje, vou economizar letras e sinais de pontuação. O recado abaixo é curto, simples e definitivo. 

Sob a proteção das palavras, eu enceno uma peça que não é minha, represento um papel e visto um personagem que não cabe em mim. Sou toda reticências. Brinco com a utopia. Então, se me perguntas quem eu sou, respondo: - sou o não dito. As palavras não me representam, nem me definem, pelo contrário, são letras mortas que um dia afligiram a minha alma, cortaram-me a carne e alinhavaram uma solidão escolhida. Por isso, quero deixar um recado: não alimentes a tua vaidade, tampouco o teu orgulho com as frases de um amor que a essa altura não existe mais, pois quando o celular toca e vejo que és tu, opto pelo silêncio. O corpo ainda pulsa e dói. Sinto a tua falta! Mas, decidi: antes só do que mal acompanhada... Cansei de amores requentados e da tua covardia. Não me telefones mais!

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