Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sonho Desfeito






Uma releitura do passado trouxe à tona imagens esvaecidas pela poeira do tempo e eu precisei reinventar você, que estava perdido no hiato entre a realidade e o sonho, que alimentavam os meus dias.

Num jogo de memórias fui buscá-lo e, tal qual uma colcha de retalhos, tentei juntar o que sobrou de nós dois - outra vez - apenas para descobrir, em seguida, que você já não cabia mais na minha vida. “O tempo, senhor da razão”, instado por mim, declarou:

"Nada do que foi será

De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará”

Foi então, que eu compreendi... O sonho acabou! Por isso estou de partida, deixando para trás um mundo de fantasias... Aquela que eu fui não cabe mais em mim... Descobri que a distância existente entre nós chama-se atitude e resolvi não compactuar mais com a sua fraqueza. Fraqueza feita de pressuposições, silêncios e fugas... Julgou-me mal! Eu nada queria além de um aperto de mão e da sua amizade tardia.

3 comentários:

Nina disse...

acabou nada....
minha flor, o que ta havendo contigo?? vc falou que tava numa fase de despedidas, ohhhhh, que foi que houve????

vamo levantar essa cabeca e sorrir como na foto linda do seu perfil :)

Nina disse...

querida, eu já havia lido o outro texto... entendo, dá um vazio mesmo.
Forca viu?!
um bj com carinho

Danielle disse...

boa! e viva a independência. A do Brasil, a minha, a sua, a nossa.
Bola pra frente!
Bjos.
ps. adorei tb o texto anterior...