Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Saindo do Armário








Há um par de sapatos querendo sair do armário... Vermelho! Com ele, ela pretende palmilhar por caminhos nunca antes percorridos...

Foram anos dentro das prateleiras das convenções, sufocando desejos e abrindo mão de suas fantasias, mas, agora... Chega! A montagem do cenário, daqui para frente, será de sua autoria. Essa peça será encenada, custe o que custar, pensou.

Carregada de urgência e expectativa ela calçou os sapatos e, subitamente, viu a sua imagem refletida no espelho... Lembrou-se dos anos passados. Um mar de prata cobria-lhe os cabelos. Não importa, disse para si mesma! “Não há limite de idade para o desvario”. E, seguiu...


2 comentários:

conceiçao Duarte disse...

que lindo! adorei o que escreveu, adorei a foto e principalmente a mensagem... Temos que seguir o caminho, seja em que tempo for!
Um grande beijo, to voltando devagar... CON

Sueli disse...

E, com certeza, seguiu renovada e com muito mais pompa. Alguém me disse certa vez: "não há quem possa com uma mulher de nariz empinada, sobre um salto alto!". E completo: "se for vermelho, então...". Beijo grande, minha querida escritora!