Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Quem terá a posse da eternidade?



A vida é o que está acontecendo aqui e agora...
A diferença que há entre nós é que no côncavo das suas mãos você segura a eternidade como se ela fosse presente dos deuses, apenas, para a sua vida. Para mim o tempo urge e a vida é breve. Preciso dele para viver a felicidade escorregadia, que ora transita pelos meus dias, lembrando-me que nada dura para sempre, pois até os meus sonhos têm se tornado efêmeros nesse vaivém de emoções contraditórias.

Mantenho o amor que ainda sinto embalado na certeza de que o tempo e a ausência matam o amor, mas nada podem contra a saudade. E é dela, que ainda hoje, eu me alimento. Mas, o meu desejo de ser feliz procura por espaços, e na alternância entre suas dúvidas e ausências, um motivo a mais, para tentar atravessar a ponte que me leva onde a felicidade está disponível, pois, no silêncio das suas palavras, eu vi uma escolha.
Agora estou à deriva, mais uma vez essa tal felicidade se fez sorriso e se desmanchou nas ondas do mar. Navegar agora é preciso! O tempo e a sua ausência farão mais por mim do que eu e esse meu amor igual...

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