Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Contemporaneidade do Apartheid






Constata-se a existência do preconceito racial em muitas partes do mundo porque algumas pessoas ainda não entenderam que a roupa da alma não é a pele, que na sociedade atual, onde predominam tantos avanços e conquistas nos direitos humanos, não há espaço para o vilipêndio do homem pelo próprio homem e que é premente uma releitura dos erros do passado, para que não incorramos em mais um retrocesso na história da humanidade.

Vivemos uma época onde não há espaço para idiossincrasias que nos levem a ignorar que os homens se vestem pelas almas e que nelas, residem a força e a fortaleza capazes de modificarem o mundo.

Na atual conjuntura, onde o homem que é forjado na ânsia pela liberdade de ser - de expressar-se livremente - não reconhece cor, raça nem fronteiras senão o que lhe falam os ditames da sua consciência de cidadão livre, não se admite que nenhuma lei ou decreto possa distinguir o ser humano dos seus pares, sem que atraia para si a revolta e o menoscabo de uma sociedade civilizada.

Ninguém desconhece que se lançarmos um olhar em direção ao passado, haveremos de concluir que avançamos muito em direção à conquista dos direitos humanos e resgatamos parte dos nossos erros históricos, mas feito uma chaga ainda estão por aí, as conseqüências de anos de obscurantismo político e cultural. As feridas abertas pelo regime do “Apartheid” que negava aos negros os seus direitos políticos, sociais e econômicos, ainda se fazem presentes na África do Sul e a voz do ex-presidente Nelson Mandela, apesar de ecoar em nós até os dias de hoje, não nos redime da culpa de continuarmos, hipocritamente, fingindo que o preconceito racial não existe e que não segregamos as pessoas em função da cor da sua pele.

Por tudo isso, só nos resta admitir que mesmo diante da luta e do progresso de um homem e do sonho de muitos, ainda temos um longo caminho a percorrer para que possamos assistir a uma sociedade mais justa e mais igual, onde não haja fronteiras nem de cor nem de raça, e onde as futuras gerações estejam livres dessa chaga que tanto nos envergonha.

5 comentários:

Gaspar de Jesus disse...

Grande, grande,grande NELSON MANDELA!!!
Clonem este Homem já!!!
Porque um homem só é pouco, para mudar este MUNDO CRUEL...!
Parabéns Lina
Votos de bom domingo
Bjs
G.J.

Gaspar de Jesus disse...

JULIÊTA BARBOSA
Peço muita desculpa por lhe ter trocado o nome.
Beijinho
Gaspar de Jesus

Nina disse...

Tem razao Ju, isso é mesmo uma chaga e o que é pior, carregada de hipocrisia, tantos sao os que dizem nao senti-lo, mas o que vemos sao outras verdades...

olhe mocinha, vc está brincando de balanco hoje num certo flamboyant, lá comigo...um beijo pra ti, menina sapeca!

Gaspar de Jesus disse...

Obrigado Juliêta pela amável visita.
Bjs
G.J.

C. S. Muhammad disse...

Juliêta,
Como sempre, um texto muito coerente e sensato. Precisamos de mais pessoas como você neste mundo.
Bjs