Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Aprendendo a Amar







Matriculei-me em tua vida para juntos aprendermos o exercício do amor, do companheirismo e da cumplicidade. Frequentei um curso sobre fidelidade e com mãos de ternura aprendi a exercer o carinho que adormecia a tua alma... Fiz pós-graduação em paciência, tolerância, respeito e um pacto com a eternidade. Fiz tuas as minhas asas para que a alegria de voar não me distanciasse de ti... E foi aí, que eu me perdi: o sonho era só meu!

Hoje, desalada e sujeita às tentações, não sobrevoo mais nem os desertos da minha alma... Recolho-me, porque do amor só conheço a fantasia.

4 comentários:

Chica disse...

Lindo teu texto,mas não dá pra recolher as asas...Há muiiiiiiiiiiiiiiiiito voo a ser voado...beijos,chica e tudo de bom!

Renata de Aragão Lopes disse...

Excelente postagem!

A teoria do amor
não colabora muito...

Beijo,
doce de lira

Sueli disse...

Amiga, não deixe as asas ficarem enferrujadas. Vôe, nem que seja para visitar a lua. Ela está sempre só... e sobrevive. Um grande beijo!

manu disse...

Oi amiga
Você tem o doutoramento na magia das palavras, elas voaram até mim, entranharam-se no meu coração e me fizeram voar através do seu sonho, da sua fidelidade, do companheirismo e da cumplicidade.

Beijo enorme

Manu