Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Feliz 2009




São 15 horas de uma sexta-feira do dia 02 de janeiro de 2009 e eu acabo de chegar ao apartamento que aluguei na praia de Ponta de Campina.

Uma solidão gostosa se instala de repente, fruto do prazer que tenho em minha própria companhia. O resto da tarde e a noite serão minhas.
Lá fora, ele – o mar - me espera e, aqui dentro, uma taça de vinho para aquecer a minha alma. Em minhas mãos está um lápis ávido por destravar palavras presas na garganta e preencher espaços em branco nesta folha de papel. Saudades do teclado!

Uma quietude e um silêncio me transportam ligeirinho, para o meu mundo de fantasias. Penso: Como estará a minha vida daqui a alguns anos? E começo a tecer os fios dessa trama criando um bordado feito das escolhas que fiz. Não há tristezas nem arrependimentos! Começaria tudo outra vez, não mudaria uma vírgula do que já passou. O que aconteceu me transformou na pessoa que eu sou e ninguém é mais feliz que eu com a própria imagem. Gosto do que me tornei. Sem narcisismo! Conheço cada parte do meu corpo e sei como ele reage quando se multiplica em pedacinhos procurando colo e cola para viver inteiro.

Aprendi a compor uma cocha de retalhos feita dos pedaços de felicidade que a vida me deu. E ela me foi generosa: realizei sonhos, amei e fui amada, e de quebra, nesse ano que se inicia, ainda recebi esse mar que em suas águas, minhas lágrimas se confundem com saudades de você.
Feliz 2009!

Um comentário:

Lúcia disse...

Contentamento, nada mais sábio existe! Bem que eu queria essa paz. Mas que nada tenho olhado para o horizonte e desejado tocar novos mundos. Um beijo.