Reconstruindo Caminhos

Reconstruindo Caminhos
Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora... Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco...

domingo, 5 de abril de 2015

Confidências














Tudo em mim é certeza, convicção desde sempre. Nunca fui escrava, tampouco Amélia. Desconheço a história da submissão das mulheres, pois o meu silêncio jamais foi alimentado pelo som dos gritos, nem pelas mordaças e arreios colocados pela vontade dos homens. Entre nós não há acertos de contas a fazer. Ergui a taça da minha liberdade faz muito tempo: nasci livre! Quando quero, vou lá e faço...

Por isso, se alguém quiser cruzar o meu caminho, que procure os atalhos da delicadeza, do respeito e da lealdade. Não preciso de proteção, nem do braço forte de ninguém. Sei caminhar com os meus próprios pés e, quando não puder mais, posso muito bem contratar um acompanhante. O que eu desejo na realidade é encontrar alguém que tenha fé em si próprio a ponto de não precisar usar o outro como um troféu, para ocultar os seus passos trôpegos...

Um comentário:

Sueli disse...

Julieta, estou voltando à Blogosfera e fico muito feliz em chegar aqui e ter a oportunidade de me ver no que você escreveu neste post. Amei! Um abração!