
Não nasci pronto, nem com manual de instrução. Pelo contrário, amanheço todos os dias quando observo os meus erros, as minhas imperfeições e tento corrigi-los. Mas, uma coisa é certa: convivo muito bem com aquilo que estou me tornando.
Já fui belo e feio; moço e velho; inteligente e sem memória... Esquecido. Tive poder, fama e dinheiro e tudo o que me sobrou foi: a solidão, o vazio e sete palmos de terra.
Vaidades? Tenho poucas, talvez a única da qual me orgulhe seja gostar demais de mim: daquilo que não sou e do que não tenho, pois, do que sou e do que tenho, nada é meu.
Então, quem eu sou e o que tenho?
- Sou o tempo... Senhor da razão! E, tudo o que tenho é o amor incondicional, irrestrito e atemporal.
Sirvam-se!
10 comentários:
Espetáculo de texto,Julieta! Que março seja lindo pra ti!vbeijos,chica
'tudo o que tenho é o amor incondicional, irrestrito e atemporal'...
e todos os dias a possibilidade do [re]começo.
Gosto de chamá-lo 'Senhor da Emoção'.
Texto lindo. Muito mesmo!
O tempo não tem sido demais amiga Julieta, ou melhor veio sem manual de instruções e por aqui ando a querer arranjar forma de encaixar todas as pecinhas e poder dispor dele para vir até aqui e saber um pouco mais sobre ele.
Gostei de saber que não tem vaidade e que humildemente nos oferece a possibilidade de amarmos incondicionalmente, basta que eu aprenda primeiro a gostar de mim própria. E entre um momento e outro venho aqui deixar um beijo enorme.
Manu
Suspeito que esse Tempo de que falas... é como aquele amigo que por vezes nos diz aquilo que precisamos e não queremos ouvir...
Esse não será aquele tempo que corre quando o queremos lento, quase eterno?
Ou será aquele que se arrasta, quando o desejamos fugaz?
Ou, quem sabe ( e cá dentro, todos o sabemos )... não será só aquele espelho que nos recorda o efémero que somos?
Estranha subtileza esta a de, sendo humano, ser ao mesmo tempo eterno... e efémero.
Um beijo, amiga.
Tudo de bom no teu caminho.
Tempo! A cada dia ele se renova e nem percebemos este milagre. Quanta perda de tempo com futilidades, com valores ilusórios... Tempo, eterno tempo, quando nos daremos conta de que tú és limitado para cada um de nós? Quando quisermos nos servir sábiamente de seus momentos, não será tarde demais?
Bj.
Carlos.
Juliêta....
respondi prá você numa postagem que acabo de fazer....
você é surpreendentemente incrível...
obrigada por tanta delicadeza... e por saber "ler" minhas entrelinhas....
te adoro enorme, viu ?
beijo nessa alma linda....
Cheguei aqui via Solange. O que posso dizer é que me encantei. Em suma, fica com mais um seguidor.
Bj
Vi uma referência a seu blog no Eucaliptos na Janela da Solange e não podia deixar de comparecer a este trecho perolado de literatura que você nos oferece aqui. Adorei. Meu abraço. Paz e bem.
Tremenda coincidência, Julieta Cheguei até aqui através do blog do Ricardo Novais, onde acabei de ler uma crônica cujo personagem principal é o tempo.
Mas aqui, neste seu texto lapidar, ele é mais que personagem principal. É o único, e também o narrador da estória.
Pensando bem, na vida o tempo é isso também. E mais, um pouco ou muito mais, dependendo da extensão do amanhã.
Um abraço
Oi Ju
fiquemos pois com o de melhor tem o Tempo e bôra amar muiiito rsrs
mas até que gostaria de um manualzinho que me ensinasse a deter alguns quesitos tao necessários ...
querida Juliêta saudade de vir aqui ah esse tempo que me consome! rsrs
sempre gostei mais de ler , tenho preguiça da escrita
adoro ler voce , admiro essa impetuosidade e inspiração poética !
Parabéns
fique bem com a família.
beijinhos
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