
Há dias que eu acordo assim: garimpando letras para brincar com as palavras. É que dentro de mim há uma saudade doída procurando esconder-se nas entrelinhas. Sinto falta do amor!
Sei dos meus limites, mas sei também desse afeto que transborda das frases não ditas... O que eu sinto não se esgota na ausência nem no silêncio. Ainda procuro. Insisto!
Sonho com a revolução desse sentimento: amor versus orgulho, vaidade, negação... Solidão!
Às vezes, sinto ímpetos de dizer: para! Para esse planeta que eu quero descer! Esse não é um lugar de gente bem resolvida onde o amor pode quebrar todas as regras e as pessoas sentirem-se felizes!
Por isso, do que sinto - e que está mais perto do riso do que do pranto - me dá vontade de falar, pois tenho sede, muita sede de saber a medida certa das coisas.
Por que amar dói? Qual a medida exata do amor?
(...)
E, por não saber, faço-te um convite:
Tu que habitas esse planeta e, solitário, desejas companhia, vem ao meu encontro.
Também estou deserta, despovoada. Sinto-me só, mas não sozinha!
Não te quero herói, somente homem... Humano! Dispenso adjetivos desnecessários...
Quero-te inteiro, sem manhas nem artimanhas.
Há espaço para nós dois se o teu propósito for igual ao meu: somar!
Vem!
7 comentários:
Lindo e intenso convite...beijos,tudo de bom,chica
Oi Juliêta
Há dias assim mesmo que até o vento sopra baixinho aquela vontade do amor.
Do telefone que toca e voce sabe quem é , das noites e das conversas longas.rs
Amar não dói Ju a falta dele sim.
Vou pegar emprestado esse Convite e mandar pro meu amor rs
quem sabe ele vem? rs
Juliêta voce sabe garimpar letras , sabe amar
Ame , nao espere muito que ele venha
Vá !
um grande abraço e os parabéns pela lindeza de crônica.
beijinhos
'Qual a medida exata do amor?'
Ah, que belo convite!
Um autêntico manifesto, Juliêta! E feito de coração aberto!
Beijo :)
Lindo o seu convite! Se encaixa perfeitamente em situações de várias pessoas, incluse na minha, rs.
Um beijo doce.
No dia da "mentira", Juliêta escreve um texto cheio de verdades e intensidades. E resolve revelar-se e corajosamente expõe-se a convidar ao encontro.
Que lindo, mãe. Que a vida traga - a todas e todos que buscam - a "valentia poética" daqueles que não têm medo de ter um amor de verdade: que ante as "manhas e artimanhas", se revele sentido, antes de tudo.
Um bjo, sua filha.
Boa noite Julieta.
Seu texto mostra bem como a gente foge dessas vontades que muitas vezes não podem ser satisfeitas:
Escrevinhando!
Na escrita, ultrapassamos limites, mudamos o curso torto, contamos saudades, choramos amores, mesmo que seja nas entrelinhas, meio contado, meio oculto.
Obrigada pela visita, seu carinho foi presente de niver.
Beijos
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